Os tempos permanecem desafiadores, estamos sendo testados com muito rigor em todos os campos de nossas vidas. Cada um de nós enfrenta os resultados das escolhas feitas, sabendo ou não de todos os riscos que nem imaginávamos estarem por vir. Já vimos por vezes que o mundo gira e que tudo acaba seguindo por novos caminhos, nem sempre os mais esperados, mas tudo está em profunda transformação, é fato.

Cada dia que passa, desde o início destes acontecimentos, vivemos dias de muita luta onde precisamos não somente vencer os desafios externos, mas principalmente os interiores. No dia a dia somos abatidos por nossos medos, angústias, desânimos, aflições, mas também precisamos nos manter firmes em nossa resiliência, sermos mais fortes do que tudo isso. Sabemos também, que colocar isto em palavras é fácil e que o difícil é enfrentar estes monstros diariamente.

Não é de hoje que a vida mostra que precisamos lutar, e muito, para termos aquilo que queremos. Ganhar e perder faz parte de todo jogo. Numa analogia com o boxe, fazia tempo que não subíamos num ringue para tomar umas boas bordoadas. Sempre decidimos subir quando acreditamos estar preparados, treinados e cientes de nossas forças. Este período está nos desafiando neste sentido, e é bom aguentarmos com muita firmeza, pois, para quem imaginou que seria passageiro, e acredito que praticamente todos nós, estávamos muito enganados.

Os socos no estômago e o supercílio sangrando podem ser algumas das mais leves dores que estamos sentindo. O treinador sempre avisou: cuidado, às vezes os socos vêm de repente e em velocidades que você não consegue nem anotar a placa. Este é um dos verdadeiros desígnios da vida, o “de repente!”.

Desconheço quem estivesse tentando perder, errar, ser derrotado. Lutamos com a convicção da vitória, não aceitamos as derrotas, sempre lutamos contra elas e isto faz parte da nossa honra, do nosso brio.

Levantamos todos os dias com a inclinação e a vontade de conquistar, com crença no êxito, como se nada pudesse nos vencer e este é o certo, pois na vida, todos nós assumimos muitas responsabilidades, construímos famílias e cuidamos de nossos pais. A grande maioria leva a vida muito a sério e por isso estamos sentindo tudo isto de maneira visceral.

Sabemos que não eram estes os resultados que gostaríamos de colher neste momento, que todos gostaríamos de estar livres para ir e vir, mas a vida está nos mostrando algo que jamais pensávamos acontecer, que algo invisível, sem voz, sem mando, sem recado, sem diálogo, poderia nos paralisar. Ficamos literalmente rendidos ao desconhecido, de joelhos.

Os dias passam e nossas cabeças trabalham como motores em alta rotação, na tentativa de assimilarmos todos os acontecimentos, ao mesmo tempo que reformulamos nossas estratégias e planos. Temos uma visão expandida que forma perspectivas e cenários, vamos e voltamos mais rápido que a velocidade da luz em nossos pensamentos. Percorremos por labirintos e nos cansamos quando não encontramos saídas, mas sabemos que não podemos parar em nossos pensamentos e tudo inicia-se novamente, numa busca desenfreada.

As pausas e relaxamentos mentais são necessários e produtivos neste processo, pois, por mais que tenhamos nossas ânsias pelas soluções, no fundo sabemos que somente o tempo se encarrega de trazer as respostas.

Ainda há muito por fazer, pois o fato é que nossas vidas mudaram para sempre e a ressignificação dos valores ao nosso redor se alterou. Estamos mais sensíveis e espero que também mais aptos a enfrentar os novos tempos que podem e vão ser muito promissores para todos.

Assim espero, com muita fé!

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