Enfim SÓS ou S.O.S. Falem, por favor!

Afinal, o que estamos sentindo?

Uma agonia permanente parece ter tomado conta de todos nós. Comumente, este sentimento está associado à falta de esperanças pessoais e se intensifica quando o falso domínio das perspectivas foge dos nossos raciocínios.

Por mais que interajamos com o mundo exterior, vivemos a maior parte do tempo “sós”, com nossos pensamentos, ideias, sonhos, vontades, conquistas emocionais e, também, com as dores, perdas e, principalmente, as agonias.

SOS! SOCORRO!!!

Esse grito parece estar preso em muitas gargantas. Socorro por caminhos, por atalhos, por carinhos. Socorro por respostas e ajudas. Nessas horas é comum nos fecharmos em nossos mantos de covardia e nos mostrarmos ignorantes dos acontecimentos e das transformações.

Fomos educados e incentivados a estudar, se preparar e forjar uma carreira sólida, promissora e continua, mas, de repente, nada disso faz muito sentido. A educação familiar se deteriora a cada instante, as estruturas de ensino não acompanham a evolução e as transformações em sua grande maioria e, o preparo, que antes era transferido dos mais experientes aos novatos, de nada mais tem adiantado com exceção das experiências vindas das relações humanas e da própria vida. As “carreiras sólidas” nunca estiveram tão líquidas e as promessas de continuidade se tornaram efêmeras.

Não tenho dúvida que tudo isso está mexendo demais em todas as estruturas emocionais e psicológicas dos seres humanos. Posso estar confuso com várias destas colocações, mas tudo isso, por um tempo, paralisou algo que vinha fazendo com frequência: escrever o que sinto, pois estava sem várias dessas respostas.

Por um instante parei e quis escrever estas sensações por achá-las comuns a várias pessoas ou, no mínimo, tentar por meio desta expressão buscar algumas respostas e, talvez, orientações de como conviver com tudo isso de maneira desprovida e humilde.

Tal como fiz, convido todos a se despirem de seus medos e abrirem seus corações em momentos como estes.

S.O.S. Falem, por favor!

2 comentários

  1. José Reinaldo Gomes

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    Marcelo, você captou e colocou no blog esse sentimento de insatisfação que aflora ou se camufla por diferentes motivos. Não se restringe ao momento econômico e político apenas. Vai além nas relações de trabalho; nas relações pessoais; na relação de amizade; no valor das coisas; no tempo dedicado a você etc etc. Acho que aqueles que se dizem fortões, vale a oportunidade de se abrir conforme você solicitou. Tenho manifestado minha insatisfação com o momento sempre que posso. Largar o porto seguro e já conhecido leva tempo e machuca de sangrar. Mas ficar resmungando num banco de praça é que não vai resolver. Precisamos agir e pensar de forma colaborativa para enriquecer e fazer sentido em nossas propostas para os clientes. Precisamos ousar e partir para o inusitado, correndo até algum risco, mas tentar é preciso. Temos que entender mais e mais o ser humano, pois é pra eles que trabalhamos. Precisamos viajar por esse país e entender de vez suas realidades díspares do sul maravilha. Precisamos dedicação e vontade para usar a nossa identidade brasileira e surpreender. Estamos com sentimentos muito globais e ficando tristes e distantes de nós mesmos. Está na hora de chamar a turma e ousar em barbaridades. Por exemplo: 50 idéias para cada cliente em uma semana. Insano? Por que não?


  2. Álvaro Manso

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    Caro Marcelo, sua sensibilidade em narrar os acontecimentos que vivenciamos ultimamente, é de intensa reflexão! Mudanças comportamentais se faz necessário para que tenhamos um futuro com cidadãos e cidadãs respeitáveis, caso contrário o “S.O.S” geral será uma rotina em nossas vidas! Como diz o professor e filósofo Mario Sergio Cortella: “A função da escola é ensinar e dos pais educar”.
    Entendo também que este é o caminho, mas infelizmente muitos pais desistem quando aparecem os primeiros problemas e o resto da história já sabemos….
    Forte abraço e persistência sempre!


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