Veja o que está acontecendo agora com o Brasil e com todos que estão vivenciando esta crise. Todos estão com medo, e medo quer dizer uma possibilidade de perda, e perda do quê? Dos seus bens? Dos seus confortos conquistados? O medo só existe quando realmente os seus maiores valores estão em risco e valores não são somente materiais. Valores são as suas crenças, os seus sentimentos, a construção da sua família, o seu altruísmo, e será que isto está em jogo neste momento? Será que existe a possibilidade de alguém tirar de você aquilo que você é de verdade, aquilo que aprendeu, aquilo que sabe fazer, aquilo que está em seu coração?

Pense bem! A crise não está diretamente contra você, mas com mais intensidade psicológica contra aqueles que decidiram focar suas buscas nos valores do “ter”, em vez de somarem parte de suas conquistas no “ser”; contra aqueles que acumularam riquezas, em vez de acumular conhecimento, cultura, amor, amizades verdadeiras e bem querer.

Muitos focam em “ser o que tem” e não em “ser o que são”. Não vamos ser hipócritas em dizer que não gostamos dos confortos que os resultados financeiros nos trazem, mas podemos sim definir o que realmente importa em nossas vidas, definir nossos valores e usá-los como escudo de nossos maiores patrimônios pelos quais nos possibilitaram desfrutar do “ter” sem o receio de perdê-los como únicos valores em nossas vidas.

Reflita sobre isso, esta é uma visão complexa e simples ao mesmo tempo. Para construção dos reais valores desta vida é preciso destinar muita paciência, tempo, dedicação, altruísmo, resiliência e, principalmente, persistência no encontro do “ser” e do “ter” como a máxima harmonia.

Acho até que muitos focam mais no “ter” como escudo ilusório para a sociedade e tempo depois compreendem que somente “ter” não faz sentido. Também já vi pessoas que focaram somente no “ser” repensarem e concordarem que teriam dentro de si, também, uma busca pelo “ter”, que ao final, até onde a minha capacidade de compreensão permite, acredito serem buscas necessárias para uma felicidade plena do homem. Um necessariamente não se completa sem o outro, ou pode ser que o meu desprendimento ainda não seja pleno. Quem sabe quando obtiver a sabedoria de um monge alcance este olimpo do desprendimento total do material.

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