Recebi, nestes dias, de um rapaz que participou de uma das minhas palestras, um e-mail que continha uma pergunta bem comum neste cenário:
Devo ou não abrir o meu negócio neste momento?

Numa resposta imediata, muitas pessoas diriam que não, que o mercado não está propício, as vendas estão caindo por todos os lados, as taxas de juros estão altíssimas, a inflação sobe quase que diariamente, imóveis com placas de aluguel se proliferam, o fantasma da demissão assombra as cadeiras entre tantos outros indicativos que prenunciam um aparente fim.

Eu, sem pestanejar, disse “sim”. Quem se esforça em colocar um barco para navegar sem vento, desde o começo entende rápido que as circunstâncias nem sempre são favoráveis, independentemente de todos os acertos que estão sob a sua competência e responsabilidade.

Velejar com vento a favor não requer o máximo da habilidade para se deslocar, e o que estou deixando explícito aqui é que empreender trata-se de uma atividade que requer diversas características distintas, onde todos os fatores envolvidos tornam esta aventura mais ou menos desafiadora.

Como tudo na vida tem outro lado, na vida empreendedora não poderia ser diferente, e já que esta é uma realidade, nada melhor do que enfrentar as adversidades independentemente das suas ameaças, pois, invariavelmente, mais cedo ou mais tarde você realmente terá que enfrentá-las.

Iniciar um negócio não é fácil (nem simples) em nenhuma época, trata-se muito mais de um querer, de uma coragem imensurável, de uma real identificação das próprias habilidades e limitações, de um verdadeiro senso da capacidade e resiliência de suportar longos e tenebrosos invernos sem ao menos conhecê-los ou dimensioná-los.

Dificuldades e problemas são a matéria-prima a ser transformada para apresentar cenários favoráveis ao empreendedorismo, sendo assim, iniciar uma empresa na crise é como velejar sem vento, nadar sem boia.

Se formos esperar todas as variáveis favoráveis para nossas investidas, provavelmente ficaremos esperando a vida inteira sem iniciar nada, pois mesmo que este alinhamento perfeito existisse, qual seria o seu aprendizado diante dos certos momentos de tormentas que você vivenciará ao longo da sua jornada?

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