Como trabalhamos com diversos segmentos, é muito comum ver nos momentos de baixa de cada mercado, as quais inevitavelmente acontecerão, as áreas financeiras e comerciais ficarem bastante agitadas e pressionadas.

Os movimentos de demandas dos setores são sintomáticos ao comportamento dos consumidores – alguns mais, outros menos. Em áreas como turismo, serviços e produtos específicos, o impacto desses momentos pode oscilar muito por variáveis imponderáveis.

Neste inicio de ano, por exemplo, está sendo notório o aumento da temperatura em diversas regiões do país. Essa oscilação provoca reações das mais variadas – algumas até surpreendentes. Vejam no caso dos ventiladores: os telejornais estão noticiando a enorme escassez do produto. Embora não seja uma situação negativa para os fabricantes, passa a ser preocupante a partir do momento em que a demanda extrapola as possibilidades de escoamento de estoques e velocidade logística para repor as gôndolas.

Por outro lado, as vendas de aquecedores, apetrechos para lareiras e bebidas quentes amargam períodos de baixíssimo consumo. Dimensionar essa montanha russa com todas as suas nuances é uma tarefa quase impossível. Porém, um olhar atento pode minimizar aflições ou até ter grandes êxitos por conta de oportunidades imediatas.

De uns tempos pra cá, tenho observado que tudo acontece exatamente da mesma maneira. E o caso dos ventiladores é só um exemplo disso. Se ficarmos alertas a esse movimento de vai-e-vem e nos prepararmos para ele, podemos obter muito sucesso.

Outro segmento que me chamou a atenção neste início de ano foi o de salão de beleza. Janeiro já é um mês em que a baixa no consumo é esperada. Isso acontece por diversos motivos, como férias escolares e arrefecimento nos negócios. Neste mês, somou-se a isso o pico de calor, que afugentou ainda mais as consumidoras nos milhares de estabelecimentos existentes.

Esses acontecimentos valem como exemplo para todos os gestores dos segmentos mais vulneráveis para que não deixem que mais uma vez esse vai-e-vem tire o sono ou cause a famosa “dor de barriga” de dono, aquela que só quem tem um negócio estabelecido sente.

Sendo assim, comece a pensar em todas essas questões desde já. Não procrastine a lição de casa, aprenda com as situações atuais para que no futuro, você possa ultrapassar esse período com planos de contingência preparados.

Nos negócios, sempre existem maneiras e ideias criativas para reagir aos acontecimentos imponderáveis. Se quiser combater tais ameaças, são necessários planejamento, visão, acompanhamento de cenários e elaboração de ações de defesa.

Quando não existem antecipação e planejamento, o que resta é afobação, irritação, descontrole e URGÊNCIA. Como escrevi em outro texto, passe a focar no IMPORTANTE para que o seu negócio não viva na execução das URGÊNCIAS.

No planejamento de possíveis cenários negativos, podem morar ótimas sacadas frente a uma grande oportunidade que passa por nós, mas que nem sempre estamos preparados para aproveitá-la.

Feliz 2019, mas mais feliz ainda 2020!

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