Se existe algo que marca nossas carreiras é sempre o primeiro dia de trabalho numa empresa. No geral, o tipo de comportamento das pessoas nesse que é o primeiro encontro com o novo ambiente e novas pessoas se caracteriza como um dia muito diferente dos dias vividos no cotidiano. Vamos começar pelo dia anterior, quando a ansiedade toma conta de nossas emoções. Uma série de conjecturas nos invade, criando uma imensidão de cenários: Como será o ambiente? Como serão as pessoas? Será que meu chefe é legal como me pareceu na entrevista? Será que a cobrança vai ser grande? Será que irei causar uma boa imagem? Um monte de “serás” paira sobre nossa cabeça, além de uma atenção especial para a escolha de roupa, o jeito do cabelo, a demonstração de segurança com o sorriso no rosto, a autoconfiança, a predisposição… a pontualidade do despertador. Tudo preparado para o grande dia: o amanhã. E quando ele chega, surge a grande chance de fazer dele a grande oportunidade da nossa vida: um dia especial , de apresentação a novos colegas, sorriso constante e um ar de interrogação; acomodação no espaço que nos foi destinado; aproximação com o departamento; troca de idéias para as primeiras percepções; entre outras atividades que marcam esse momento. Normalmente utilizamos tudo o que temos de melhor, seja no aspecto físico, seja no técnico, seja no neurolingüístico. Procuramos inconscientemente esconder todas as nossas deficiências e nossas incapacidades, imaginando que conseguiremos enganar a todos por muitos e muitos anos… Infelizmente, somos transparentes, e nossas características reais serão conhecidas, quer aceitemos quer não… não conseguimos manter nossa aparência do primeiro dia, quando colocamos para fora tudo o que temos de melhor, inclusive nossa paciência e nossa bondade. Na verdade, deveríamos congelar esses momentos e replicá-los por todos os dias de nossas vidas, pois, com o passar do tempo deixamos de lado tudo aquilo que nos fez ser uma pessoa melhor: deixamos de nos arrumar tanto; deixamos de ser detalhistas; deixamos de ser solícitos e despretensiosos, deixamos de ser compreensivos e prestativos, deixamos de ser sorridentes e facilitadores; deixamos de nos importar tanto com o que as pessoas acham do nosso comportamento; deixamos nossas deficiências e incapacidades aflorarem; perdemos o entusiasmo; perdemos a vontade; perdemos o ânimo; perdemos a compaixão e, claro, perdemos uma grande oportunidade na vida, que é a de sermos todos os dias um grande ser humano como conseguimos ser no primeiro dia de nosso trabalho em algum lugar. Mas não só. Seja em 10, seja em 15, seja em 20 anos de empresa, precisamos procurar não apenas ser o que fomos no primeiro dia, mas sermos mais do que fomos anteriormente. Precisamos procurar ser melhores como pessoa e com as pessoas. Precisamos cuidar da nossa imagem e gerar uma percepção cada vez mais positiva. Precisamos estar mais entusiasmados e motivados, ainda que o desafio de hoje seja maior do que o de ontem. Precisamos transmitir mais firmeza e mais autoconfiança. Precisamos ser mais generosos, mais prestativos. Precisamos servir mais do que querer mais servidão. Precisamos aprender a aceitar nossas falhas e fraquezas, trabalhando para repará-las. Se mantivermos esse princípio sempre em mente, os frutos não decepcionarão: na verdade, surpreenderão os resultados. Fazer do primeiro dia o espelho de todos os outros deve ser o lema!

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