Somos, literalmente, seres adaptáveis.

Passados 60 dias desta nova maneira de vivermos os nossos dias, passa um turbilhão de coisas na cabeça. O assunto é muito sério, mas o que não é sério em nossas vidas quando se trata de saúde e economia?

Por termos a capacidade de nos projetarmos em pensamento e abrirmos campos de perspectivas em nossas mentes, tendemos a sentir aquilo que estamos pensando naquele instante, mas isto não é ruim, é necessário. Nestes tempos de perspectivas desconhecidas, sempre retornamos ao dia e momento atual, e à realidade, para tentarmos manter o equilíbrio e assim agir conforme a realidade dos acontecimentos.

Após esses 60 dias têm horas que começamos a nos lembrar de como eram nossas vidas já com um pouco de distanciamento. A sensação é bem estranha, confesso, mas somos seres espontaneamente reativos, pensamos nas coisas e sentimos da maneira como elas se apresentam e pronto. É como estarmos tristes ou felizes e de repente querermos mudar este sentimento. Não dá, sentimos e é isso.

Neste sentido, começamos a nos ver em outro cenário, não almejado, mas sim imposto pela vida. Num primeiro momento negamos, relutamos, mas depois começamos a aceitar, e depois, a nos adaptar à nova realidade.

E agora, como será que tudo se dará após estes acontecimentos? Será que é cedo para pensarmos, por ainda não termos, pelo menos neste país, um mínimo cenário de estabilidade para começarmos a ter decisões definitivas?

Sinto que as coisas realmente serão diferentes, pelo menos por algum tempo. Teremos sim novos comportamentos, novos olhares, novas vontades.

Faz 60 dias que o carro está andando sem parar e as imagens dos retrovisores começaram a se distanciar, dando lugar a novas cenas em nossa vida, às quais iremos nos adaptar, assim como a cada viagem da nossa existência.

O exercício agora é o de nos encontrarmos dentro deste novo cenário, enfrentando tudo de maneira aberta e com muita coragem, pois já vimos que relutar não nos levou a nada.

Muito ainda teremos que compreender e aprender, mas tenham somente a convicção de que encontraremos nosso espaço, e assim, reconstruiremos as novas vidas, mais fortes e preparados.

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