Após alguns anos de trabalho, percebemos não ser possível chegarmos a lugar nenhum sem a permissão do nosso grupo de alcance. O ato da permissão está presente em todos os ambientes corporativos, de uma forma explícita ou velada. A permissão não é dada verbalmente, nem se mostra de forma clara, mas pode bloquear ou liberar a passagem de qualquer caminho que pretendamos percorrer.

São as pessoas ao nosso redor que nos permitem galgar posições nesta vida. Tive uma nítida sensação disso quando comecei a dar palestras. No início, sentia uma enorme barreira: as pessoas me observavam demonstrando certa aflição, esperando o conteúdo da minha mensagem, pois ele iria sinalizar se me dariam ou não permissão para continuar.

Conquistar um grupo, ou mesmo um único ser, significa muito investimento pessoal. Existem pessoas que, com certa facilidade, permitem evolução nas situações mais adversas. Outras — aparentemente aquelas que teriam mais condições de permitir a evolução do próximo —, contudo, acabam criando verdadeiras barreiras no nosso caminhar, impedem de tal forma nosso avanço, que precisamos ter muita habilidade, muito jogo de cintura e extrema paciência para atingir nossos objetivos.

Obter permissão dessas pessoas exige de nós confiança, perseverança e autocontrole. Convém não baixar a guarda, para que não impeçam nossa evolução.

Mas todo jogo tem seu fascínio. Recorrer às nossas qualidades para enfrentar as provocações silenciosas, romper barreiras e conseguir a permissão necessária para falar, agir, mostrar e provar do que somos capazes traz para nossa vida o sabor da vitória. O único cuidado nesse jogo é vigiar: precisamos perceber se nós também não estamos bloqueando as possibilidades do outro, se nós também não lhe estamos negando permissão para que possa vencer, para que possa evoluir.

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