Que caixa? Curto fazer esta pergunta para ver a reação das pessoas, pois existe muita gente que pouco pensa, pessoas que somente reagem, atendem as solicitações e questionamentos de uma maneira programada ou simplesmente da maneira que for possível, pessoas que não se incomodam em não entender o que se passa ou o que as pessoas estão falando.

Os pensamentos são infinitos e longínquos, não têm fronteiras nem paredes, desde que você acredite nisto e que, a cada limite, sinta um formigamento para encontrar chaves ou marretas capazes de abri-las para seguir em frente.

Pensar fora da caixa é necessariamente enxergar aquilo que não está exposto ao testemunho dos olhos, é levitar por todas as dimensões, menos aquela em que está 100% com razão, é uma viagem horizontal, vertical, circular e infinita sobre os assuntos.

Somos cercados por paradigmas e crenças estabelecidas pelas sociedades e por nossos ambientes vivenciais. Sair deste quadrilátero não é fácil, pois nos viciamos em rotinas impostas ou definidas por lideranças engessadas e pouco progressistas.

No dia a dia, vemos uma infinidade de novas ideias onde pensávamos que tudo tinha sido inventado e criado, mas ao nosso redor a prova de que ainda existe um outro mundo a ser criado é tão real quanto nossas convicções conformistas.

Seguir o estabelecido é fácil, acomodar-se no já feito é inútil, permanecer na inércia é medíocre. Criar o novo é romper com o definido: este é sem dúvida um exercício diário do intelecto, da miscigenação dos mais variados conhecimentos da forma e do pensamento.

A troca é essencial nas culturas, nas relações, nos comportamentos, e, principalmente, nas ligações dos pensamentos interpessoais. A ideia corre, soma-se, transforma-se em velocidades impressionantes, quando colocada num mesmo foco, numa mesma busca.

A cabeça deve ser um parque de diversões, onde as ideias caminham livres para onde elas quiserem, percorrendo os sons, os cheiros, as superfícies, os gostos e, principalmente, as formas e as cores. Pensar é misturar a imensidão de informações captadas em milhares de possibilidades e ter a coragem de soltá-las em testes frequentes, na ousadia de pôr à prova o original sem receios da negação ou da derrota. O primeiro referencial que inicia a possibilidade do acerto, e somente o primeiro, origina seu aperfeiçoamento.

Caso tenha interesse, pesquise o início das coisas, volte na história e veja de onde ela se originou. Tenho a certeza que irá se surpreender com este encontro. Imagine o que veio após a invenção da roda, quantos  foram os inventos a partir deste momento. É assim, a invenção é um cruzamento do já existente com as capacidades do ser humano em cada uma das épocas da história do homem.

Acredite, ainda há muito a ser criado, inventado, transformado. Abra a cabeça e mãos à obra!

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