Um pouco antagônica a frase que dá origem ao título, mas o poder não se impõe, conquista-se. E, quanto maior a percepção de que o poder está sendo conquistado, menos se deve usá-lo. A verdadeira liderança, aquela que é admirada, não exerce o poder, pois o poder é inerente às suas atitudes e a seus posicionamentos.

Sinto que a poupança de poder está diretamente ligada à sua não-utilização. Quando falamos em poder, logo fazemos associações com vozeirão, cara feia, imposições, subestimação, abuso, impunidade, privilégios… Conseqüentemente, tudo isso é associado principalmente às pessoas que exercem o poder.

As pessoas que têm o poder sofrem freqüentemente do distanciamento, por motivos naturais e hierárquicos. Assim, quanto mais poder, mais isolamento tem a pessoa, e quanto mais isolamento tem, menos percepção essa pessoa terá.

A partir do momento em que se entende que as barreiras são inerentes ao poder e que essas barreiras podem fazer com que o distanciamento seja acentuado, é fácil entender que o esforço para não exercer o poder deve ser um exercício contínuo. Ações como baixar a voz, ser solícito, dar atenção, ser generoso, sorrir, manter-se aberto, entender os diferentes graus de entendimento, passam a ter o efeito de aumento de poder, que por sua vez acarreta maior respeito, admiração, amor e tantos outros atributos voluntários às relações preestabelecidas na relação de líder-liderado.

Todos nós, todos os dias, deveríamos nos lembrar de que o grande gestor do poder é aquele que menos o exerce.

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