MUDANÇA – Como eu gosto desta palavra!

Como eu gosto desta palavra! Se eu pudesse, mudaria tudo a toda hora, todos os dias. Mas a vida não é assim, pelo menos para uma grande parte das pessoas. Mudança é uma palavra que gera inúmeras reações. Mudar faz parte da minha vida, pois mudar é liberdade, é criatividade, é o poder que temos de ir e vir, é o exercício do livre-arbítrio.

Mudamos de roupa, de carro, de parceiros, de lado, de lugar, de hora, de rádio, de canal. Mudamos tudo. Mas, ao mesmo tempo, não gostamos de mudanças de humor, de idéia, de opinião, de time, de amores, de caráter, de trabalho, de cadeira, de andares… No fundo tudo isso é muito louco, mas a única certeza que temos na vida é de que tudo vai mudar, seja agora, seja amanhã, seja daqui um tempo.

Estar à frente de uma companhia é aceitar o exercício da mudança, quer seja bem-vinda ou não. Imagine se por causa das reações negativas às mudanças eu deixasse de mudar… Pode ser que estivesse datilografando um anúncio tijolinho até hoje —ou não, pois tudo que estava à minha volta mudou. Na verdade, ou você muda ou o mundo muda você.

Estamos muito próximos de uma grande mudança que já começou, mas muitos ainda não perceberam, pois toda possibilidade real de mudança instantânea exige que deflagre nas pessoas um pré-entendimento sobre o que virá pela frente. Afinal, ninguém constrói um carro de corridas para ficar na garagem: para toda ação existirá uma reação. Sendo assim, a mudança sempre será inevitável.

Gostaria que todos vocês se perguntassem quais seriam as suas reações diante de grandes mudanças, como ser transferido da matriz para a filial, mudar de casa nesta semana, ter um relacionamento estável rompido, ser trocado para uma área em que jamais imaginou trabalhar, receber a gerência de um grupo de trabalho que você não considera legal.

Deu frio na barriga só de pensar em uma destas hipóteses?

É isso mesmo. Pensar na hipótese já significa começar a mudar. Ela é que nos provoca a tomar decisões e atitudes cada vez mais rápidas, certos de que a única coisa que não podemos é ficar parados ou acomodados com as conquistas de ontem.

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