Capacidade e coragem

Penso que a capacidade e a coragem são dois substantivos que caminham juntos. Não basta ser capaz: é necessário ter coragem de se expor diante de um determinado grupo de alcance —o grupo de pessoas no qual você consegue ser aprovado e ser reconhecido pelas suas habilidades; é necessário lutar para provar suas competências até que sejam reconhecidas e aprovadas pelo meio, galgar posições e se destacar a ponto de se posicionar com destaque e credibilidade…

A partir do momento em que nos encorajamos, temos que ter a exata consciência de que, se naquele grupo comprovamos do que somos capazes, se nele conseguimos ser aprovados e reconhecidos, se nele fomos consagrados vencedores, com méritos e destaques, nada disso servirá para que o próximo grupo nos compreenda de tal forma.

Nossa luta é contínua. Cada novo grupo de que participamos nada sabe sobre nós, as habilidades que já foram demonstradas não são suficientes para aquela nova experiência. É exatamente neste ponto que muitos desistem e pensam em retornar, reassumir seu trono, voltar a ser reverenciados como “reis”…

Esse é um dos momentos que diferenciam os vencedores dos perdedores, os que têm coragem dos que se amedrontam diante do novo. A cada grupo é preciso lidar com outras capacidades e habilidades, algumas superiores às nossas. Ser o rei para um grupo não significa ser o rei para sempre. O sentimento de conquista em um grupo de alcance é maravilhoso, mas permanecer nele a vida inteira sem ter humildade e coragem de avançar é, no mínimo, mediocridade.

Durante nossa trajetória profissional, os grupos de alcance vão se multiplicando e, sem dúvida, exigindo de cada um de nós mais coragem, mais autoconfiança, mais humildade, mais aprendizagem… São esses grupos que nos dão a chance de demonstrar quem somos, o que queremos, aonde podemos chegar com nossa capacidade e coragem.

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