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Quais as diferenças ou semelhanças nos relacionamentos entre pessoas e empresas com seus clientes?

By 5 de setembro de 2016 No Comments

Se pensarmos que querer se relacionar é uma escolha e, que por trás das empresas as escolhas também são tomadas por pessoas, concluímos que possa não existir diferenças, mas sim muitas semelhanças.

Nestes dias, em conversa com dois profundos conhecedores da disciplina de gestão de relacionamentos, Leo Barci e Marcio Oliveira, sócios da youDb, agência que atende grandes bancos de dados como Fiat, Renner, Nestlé entre outros, escutei uma afirmação que me fez refletir e agora expor a profundidade desta certeira colocação:

“FAZER RELACIONAMENTO COM A BASE DEVE SER UMA ESCOLHA CONSCIENTE DA LIDERANÇA E NÃO MAIS UMA OPÇÃO DENTRO DO MARKETING”.

Ao nos envolvermos com os grupos, é muito rápido observar a enormidade de característica e perfis que encontramos.

Identificamos as pessoas mais empáticas, sorridentes, espontâneas, que, com muita habilidade natural, se tornam populares pelo jeito franco e descontraído com que se relacionam. De alguma maneira, até inconsciente, todos nós atuamos na vida sem ter uma explicação exata dos motivos pelos quais nos comportamos, nossa natureza, forjada pelas nossas experiências, educação e convívios, acabam por definir nossos perfis, não restando muitas escolhas quanto a como realmente gostaríamos ou não de ser. Pessoas introvertidas gostariam de ser mais falantes, os falantes, por sua vez, gostariam ter um maior controle da língua e assim por diante.

Ora, mas porque estou falando sobre a natureza das pessoas? Pois são elas, no exercício de suas lideranças, que fazem as suas escolhas de acordo com suas crenças e inclinações, ou melhor, suas naturezas exercem os caminhos e as orientações por trás das empresas.

Empresas nascem, compram e vendem, criam bancos de dados ou muitas vezes “bando de dados“ e, de repente, um novo líder define iniciar um trabalho de relacionamento com os seus clientes, pois, na empresa que ela trabalhava antes, eles faziam isto e era bem legal.

Não ter um orientador capaz de ajudar as pessoas dentro das empresas para que elas avaliem suas proatividades de maneira coerente aos seus propósitos, pode causar uma total perda de energia, tempo e dinheiro, pois iniciativas de sucesso alcançados por outras empresas não necessariamente servirão em outros casos. Como uma empresa não é nada sem que as pessoas a façam, é muito corriqueiro que na ânsia de se fazer o melhor, muitas atividades são desenvolvidas sem um motivo claro, sem um porquê, apenas são feitas por esforços isolados ou por escolhas pessoais, das quais inúmeras vezes não condiz com os propósitos e cultura.

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Iniciar um programa de relacionamento deve ser uma escolha realmente consciente, baseada na verdade dos fatos e não naquilo que gostaríamos que fosse a verdade. Trata-se de literalmente convidar o cliente para dentro da usa empresa e muitas vezes esta visita não é desejada em sua totalidade.  Assim como na vida pessoal, sabemos quando a relação é firme, dentro das premissas compreendidas entre as partes. Percebemos quando o discurso é vazio e com interesses velados, pontos suficientes para esfriá-la imediatamente.

Nós, como parte real de diversos relacionamentos em que somos cortejados por todos os tipos de produtos e empresas, temos as percepções à flor da pele quando nos deparamos com programas de relacionamentos frios, pouco naturais e que visam a sua pessoa como mais uma oportunidade e não com francas intenções de estreitar uma relação ganha ganha e que juntos poderão ter resultados deste convívio.

O cuidado com as relações, necessariamente deve ser uma escolha consciente, assim como temos zelo e proteção por pessoas, passamos também ter por marcas e empresas.

Não se empolgue por esta disciplina, por simples casos de sucesso anteriores ou por enxergar mais uma ponte interessante de contato com o cliente, avalie com muito cuidado os motivos, valores e propósitos que sustentarão estes relacionamentos a longo prazo, se não, no futuro, sua empresa poderá entrar em depressão, abandonada por sua base.

Como na vida pessoal, não há nada pior que sentir os seus relacionamentos esfarelarem com a consciência de suas incoerências.

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