Artigos e pensamentos

É preciso olhar em volta, e eu digo 360 graus

By 14 de abril de 2015 No Comments

Às vezes, por pressão do dia a dia, acabamos nos fechando em nosso micromundo, um mundo do ego, digo, do egoísmo puro, passamos a agir e reagir com o puro instinto de nossas inseguranças, medos e defesas. Quando caímos nessa armadilha, na maioria das vezes não percebemos nem mensuramos a intensidade e o fervor de nossas ações. Passamos a nos entregar ao total descontrole de nossas emoções e atos. São sintomas de copo cheio, dia de fúria, de não aguento mais… limites que nos colocamos para justificar nossa falta de controle. De repente, sem que percebamos, estamos jogados ao acontecimento, reagimos como animais irracionais, nos defendemos de nossas incapacidades diante dos desafios com aumento no tom de voz, semblante rasgado e tantas outras características que o corpo deflagra no momento do limite.

Se houvéssemos parado um instante e tivéssemos levantado a cabeça, pode ser que tudo que fizemos tivesse gerado outro caminho, caso percebêssemos que aquele momento é só um pico, que não somos assim ­­– nem poderíamos –,senão já estaríamos numa cama há muito tempo.

Quando sinto que as pessoas estão perdendo o controle, ainda que seja por um motivo justo, me faço várias perguntas, procurando respostas para entender o motivo daquele procedimento tão diferente. Por muitos anos acompanhei as diferentes fases de pessoas, e pude perceber quão grandes são as oscilações na vida de cada um. Comportamentos, paciência, tolerâncias se transformam com o passar do tempo. É como se fôssemos pessoas diferentes a cada fase da vida. Por diversos motivos, definimos até que limite aguentamos ou aceitamos cada assunto. As influências das gerações e das situações civis alteram totalmente nossas crenças e maturidade.

Aprendi que, para manter relações sadias e crescentes, é preciso nos colocarmos rapidamente no papel do ouvinte e, ainda que com certa dificuldade, tentar entender como a pessoa irá receber e interpretar nossas opiniões. Outro dia mesmo, num desleixo, acreditando que tinha uma abertura para apresentar um ponto de vista a um parceiro profissional, tomei uma atitude impulsiva e depois me chegou a informação de que a pessoa não gostou da maneira como falei, me sentiu sarcástico. Na hora ironizei a percepção, mas, depois, com muita humildade, retornei a cena em minha cabeça e aceitei a crítica. Realmente havia sido sarcástico. No fundo, por algum motivo havia me irritado com uma colocação sem sentido sobre uma peça publicitária. Na verdade, não havia parado um só segundo para avaliar com quem realmente estava me irritando. Quem se ressentiu foi um gerente de vendas cuja formação e atuação nada tinham a ver com este mundo maluco das ideias, ele não tinha nenhuma obrigação de entender aquilo na velocidade que eu gostaria. Era minha a obrigação de, com calma, tentar entender os reais motivos da sua visão. Primeiro ouvir com atenção sua interpretação e depois, com muita calma e cautela, tentar explicar os motivos pelos quais havia feito dessa maneira. Naquele momento me senti pequeno e, mais do que sarcástico, me senti arrogante e autor de um comentário desnecessário. Confesso que fiquei aborrecido comigo mesmo.

Quantas vezes você se lembra de ter avaliado suas posturas diante das pessoas? Quantas vezes você se julgou e se condenou culpado por seus atos? Infelizmente achamos que somos os melhores, achamos que tudo o que falamos está 100% correto, somos crentes de nossa superioridade diante do próximo. Pobres de nós!!! Temos a capacidade de julgar, de apontar a todo momento, o tempo inteiro, mas não temos a mínima capacidade de vencer nossa prepotência pessoal. A vida está diante de nós nos colocando todos os ingredientes necessários para que possamos avaliar nossos atos e pensamentos.

Dediquei a vida à minha empresa, acreditando que a felicidade e o bem-estar fossem a primeira bandeira por que todos iriam lutar. Minhas forças são intermináveis nesse sentido, estou muito longe de aceitar outro modelo. Estou forçando mudanças necessárias dentro dos meus entendimentos, estou abrindo a guarda de meus ideais para que isso aconteça, mas ninguém pense que a negatividade e as desavenças serão aceitas para sempre, sou paciente e, digamos, submisso a pressões. Uma coisa eu posso dizer com toda franqueza: sou uma pessoa desprendida e persistente em meus objetivos, beirando à obstinação, não aceito desavenças e não concordo com elas, mas entendo os momentos e as situações que por ora acontecem. Só não irei permitir que esses momentos virem rotinas intermináveis. Vivemos aqui a maior parte de nossas vidas, temos abrigo, oportunidade e apoio. Esta é a nossa casa e a ela devemos respeito absoluto. Temos aqui, e agora, a chance de sermos maiores e melhores, como pessoas e como profissionais. É preciso entendermos isso por definitivo. A pressão da vida está grande aqui e em todos os lugares do mundo, vivemos a era de muitas perguntas e pouquíssimas respostas, a dúvida é presente e constante. Às vezes paramos e nem entendemos por que estamos nervosos ou irritados, batemos em pessoas que amamos, acreditando que elas possam nos perdoar com maior facilidade.

Somente nós – e mais ninguém – temos o poder de assumir as nossas próprias rédeas e, assim, domar os nossos mais selvagens instintos de defesa.

BRINQUE MAIS, SORRIA MAIS, BEIJE MAIS, FAÇA MAIS SEXO, OUÇA MAIS MÚSICA EM VEZ DE NOTÍCIAS, GRITE SOZINHO, OLHE nos olhos DAS PESSOAS COM MAIS PROFUNDIDADE, PEÇA MAIS DESCULPAS, DIGA MAIS VEZES POR FAVOR E COM LICENÇA, PERDOE MAIS, ABRACE AS PESSOAS POR MAIS DE UM SEGUNDO AO CUMPRIMENTAR, DÊ MAIS CARINHO A TODOS QUE O CERCAM, DÊ BALAS, COMA MAIS DOCE.

Tenho certeza de que se você se esforçar com todas essas coisas, sua alma irá agradecer. Pode ser que ela esteja lhe pedindo tudo isso e você nem esteja percebendo.

Respire bem fundo e mãos à OBRA: a escolha de suas atitudes é só sua. Tome as rédeas e conduza o seu cavalo para o caminho que você quer.

Boa lhe seja a vida!

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